quarta-feira, 6 de julho de 2011

Como em 2005

Oscar comemora o gol contra o Atlético-PR

O Inter entra em campo em um momento de ascensão no campeonato. O adversário há muito tempo habita a zona do rebaixamento. A torcida comparece acreditando em uma vitória fácil. No entanto o gol custa a sair, o time perde chances incríveis e a vitória passa a ficar mais complicada. Este panorama poderia descrever a noite de hoje, bem como a noite de 16 de novembro de 2005.
Naquele dia, a equipe colorada enfrentava o “poderoso” Brasiliense no Beira-Rio. Candidatíssimo ao rebaixamento, o time da capital federal veio a Porto Alegre para não perder e armou um esquema excessivamente defensivo. A torcida presente no estádio ainda estava traumatizada com a decisão do STJD de anular 11 partidas do Campeonato Brasileiro por conta de uma suspeita de manipulação de resultados envolvendo o árbitro Edílson Pereira de Carvalho. Àquela época tornou-se comum chamar o juiz de “Edílson” ao invés do tradicional “ladrão” ou outras expressões de baixo calão (popular “fdp”). Depois de martelar o jogo inteiro, o Internacional chegou ao gol salvador com Márcio Mossoró (ele é baixinho, é invocado, o Mossoró é colorado, lembram?) no final do segundo tempo.
Pois bem, na noite de hoje o Inter enfrentou o Atlético-PR, lanterna do campeonato com apenas um ponto ganho. O time curitibano levou a campo uma retranca de fazer Celso Juarez Roth corar. O Colorado começou pressionando e levando perigo ao gol de Renan Rocha, mas não conseguia marcar. Logo aos 9 minutos, Oscar foi derrubado na área em um lance escandaloso, desses que o cidadão que assiste o jogo da superior apita o pênalti junto com o juiz. Pois Paulo César de Oliveira não apitou. E a torcida, talvez tomada de um saudosismo um tanto ilógico, brada a plenos pulmões: Edílson!
O primeiro tempo termina e o placar permanece em 0 a 0. No segundo tempo, o Inter volta do mesmo jeito que terminou o primeiro: disposto a conquistar a vitória. Índio, Damião e Oscar perdem chances incríveis. O jogo se aproxima do seu final e angustia começa a tomar conta das arquibancadas, a vitória que era quase certa começa a ficar mais distante. E eis que, aos 30 minutos do segundo tempo, Damião vai a linha de fundo e cruza por entre as pernas do zagueiro Manoel. Oscar chega de trás e, de primeira, manda a bola para as redes. Surge o gol da vitória.
Com um sufoco inesperado, o Internacional chega a terceira vitória consecutiva e a zona de classificação para a Libertadores. No fim, tudo como em 2005. A torcida só espera que, dessa vez, o título não seja tirado do Beira-Rio por motivos extra campo.