Blog construído por um estudante de jornalismo que, como tal, tem a ingênua pretensão de compreender e opinar sobre tudo um pouco.
segunda-feira, 9 de abril de 2012
E o que tiver de ser...
quarta-feira, 4 de abril de 2012
Medo do bicho-papão

Sim, o Internacional entrou em campo desfalcado de três jogadores titularíssimos. Sim, os substitutos não possuem o mesmo nível técnico. Sim, o adversário era forte e reconhecido como melhor time do país. No entanto, o time colorado entrou em campo como se estivesse preste a enfrentar não um adversário qualificado, mas uma espécie de entidade superior do esporte. Um voraz bicho-papão. Volto a lembrar todos os componentes listados acima, porém o sangue vermelho que corre nas veias de cada um dos jogadores e dos 35 mil torcedores presentes tem que falar mais alto. Em partidas no Estádio Beira-Rio o Inter não pode abdicar da vitória. Não pode “se encolher”. Não pode ter medo. Mas foi exatamente o que aconteceu. Após marcado o gol através do lateral Nei (hoje um dos melhores da posição no Brasil, e é sério!), a equipe ocupou-se apenas a não deixar o Santos jogar. Com os 11 jogadores “atrás da linha da bola”, chamou o time paulista para seu campo e apostou apenas nos contra-ataques. Convenhamos, os donos da casa não podem se curvar aos visitantes. Muito menos tratando-se de Rio Grande do Sul. Muito menos tratando-se do Internacional.
E, como deveras ocorre, a retranca cometeu uma falha. Em jogada pela esquerda, Juan cruzou e Alan Kardec (ex-Inter, com a impressionante marca de UMA partida disputada) empatou, de cabeça. Muriel, mais uma vez, pegou até suspiro. Nei foi um senhor lateral. A dupla de zaga conteve o ataque santista na maioria das oportunidades. O elo frágil da defesa, como já é de praxe, foi Kleber. O lateral-bibelô-bicho preguiça-mascador de chicletes, foi nulo. Atacou mal, marcou mal. O gol do Santos foi em cima dele, assim como houvera acontecido na Bolívia, conta o The Strongest. O meio-de-campo, setor que guardava as maiores preocupações, foi bem. Elton possui grande poder de marcação, embora ele a bola claramente não falem a mesma língua. Sandro Silva foi bem mais uma vez, surpreendeu. Tinga, enquanto teve fôlego, foi o melhor
segunda-feira, 5 de março de 2012
Falling
Quando se começa a gostar de alguém a um nível superior ao que ainda pode ser chamado de amizade, diz-se estar “apaixonado”. Este é o termo em português para definir a atração sentida em relação à outra pessoa. Pessoalmente, não sou um grande fã. Primeiramente porque a palavra “paixão” está ligada a um sentimento fulminante, que vem de repente e, da mesma forma, desaparece. Também porque há um equivalente em outra língua que expressa perfeitamente esse sentimento. A expressão em inglês “fall in love”, traduzida literal e porcamente para “cair em amor”, é de uma singularidade da qual nosso idioma, nesse caso, não possui.
Pois é justamente o que ocorre quando começamos a desenvolver esse sentimento por alguém, nós caímos. Não, não se há notícias de gente tropeçando nos próprios pés e terminando estateladas rente ao solo por motivos meramente passionais. Não me refiro a esse tipo de queda. Falo da absoluta imersão a que nos submetemos à essa pessoa. Como se fora um investigador digno de Scotland Yard, “caímos” de cabeça na vida dela. Passamos a pesquisar sobre o passado, o presente, as preferências, as manias. Começamos a notar o jeito de olhar, falar, andar, alguns defeitos e outras tantas virtudes. Testemunhamos também a decaída drástica de nossas habilidades básicas enquanto seres humanos. Perto dela não conseguimos falar, agir ou nem ao menos discernir corretamente entre o certo e o errado. E aí, como invariavelmente acontece após qualquer queda, já estamos no chão.
Outro aspecto interessante da expressão é inglês é o duplo sentido que pode ser aplicado. Como por exemplo na música dos Beatles, “I’ve just seen a face”, acima extraída do musical “Across the Universe”. A pessoa que o deixou “caído” é a mesma que o puxa de volta à realidade. Mais um exemplo da linha tênue que separa o que sentimos daquilo que realmente acontece a nosso redor.