domingo, 9 de outubro de 2011

A volta da vontade

Índio comemora seu gol com o capitão Kléber

Parecia outro time. Parecia que o druida Panoramix havia participado da preleção e distribuído doses da sua poção mágica. O Inter começou o jogo voando em campo. Pressionando o adversário como há muito não se via. Durante os primeiros 20 minutos de partida, a equipe da casa ficou perto dos 70% de posse de bola. “À lá Barcelona”, como virou moda dizer.

E, como não poderia deixar de ser, o Inter perdeu gols. Vários gols. D’Alessandro, Andrezinho, Jô. Todos tiveram suas chances e as desperdiçaram. Após estes minutos iniciais, o Vasco da Gama igualou as ações do jogo, mas nada que pudesse ameaçar a meta defendida pelo bom goleiro Muriel.

Com o segundo tempo, vieram os gols. D’Ale, Índio e Tinga, no finalzinho, anotaram o placar. Destacaram-se Bolatti, que depois de um longo e tenebroso inverno, voltou a jogar bem; Kleber, que por uma “inspiração divina” não esclarecida, resolveu correr e se esforçar; e sobretudo D’Alessandro, dono do time, craque da meia-cancha, enfim, o legítimo camisa 10 do Internacional. Além da já sabida qualidade do garoto João Paulo e a titularidade, ao meu ver incontestável, da dupla de zaga Moledo e Índio.

E enfim, aquele time que acostumou-se ver arrastando-se em campo deu sangue e buscou a vitória até o final. Creio que, infelizmente, essa reação veio tardiamente, mas pelo menos ainda é possível esperar boas atuações desse time.

Nenhum comentário:

Postar um comentário